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Torto por linhas certas! (por Sílvia Amélia)

Atualizado: 9 de Jul de 2018

Há algum tempo recebi o texto abaixo de uma super amiga/colega de profissão. Achei muito interessante e guardei. Contudo, embora faça algum tempo, o tema continua atual, então decidi compartilhar (novamente). Seja em relatos de pacientes no consultório, seja em conversa com amigos ou pela própria experiência, é comum vermos e/ou passarmos por relacionamentos ou situações que sabemos não dar certo, mas insistimos em permanecer nem lá nem cá. Não tento e não esqueço... (existe outra expressão mais conhecida, mas não muito delicada para colocar aqui). Enfim, o texto fala por si só! E que atire a primeira pedra quem nunca foi lá (ou se coçou muito para ir) fazer "a coisa errada", já que não tinha jeito (não conseguiu outro jeito)! Mas que enfim, depois de quebrar a cara (de novo) deu uma ajudinha a seguir em frente - ou não. Boa leitura!



"Todo mundo sabe qual é a coisa certa a se fazer. Ela geralmente se resume a respeitar a si mesma e enxergar o óbvio. Por exemplo: viver eternamente apaixonada por um ex-ficante não dá. Se ele nunca mais apareceu, é porque não quer nada com você e o ideal é esquece-lo, certo? Certíssimo!

Mas quem diz que a gente se resolve com isso? E a esperança, aquela que não morre nem com reza brava, onde fica? E aquele milagre que amamos esperar? Isso tudo leva a uma vontade danada de não resolver nada - falta o bom-senso para tomar uma atitude certa e a coragem para fazer a coisa errada. O problema é que não resolver nada freia - faz baliza e estaciona - nossa vida. O errado no caso da eterna apaixonada pelo ex-ficante é ir atrás dele, se declarar e ouvir da boca do cara um fora daqueles. Ou ficar com ele mais uma vez, vê-lo sumir novamente e se sentir humilhada no último.  E então chorar, passar noites sem dormir e comer todo dia um tiramissú para se consolar de ter procurado o maldito.

Olha, sei que é meio camicase, mas acho sinceramente que, quando não conseguimos de jeito nenhum fazer a coisa certa ( e quase nunca acertamos de primeira), o melhor é fazer a errada, aquele erro total e absoluto mesmo! Só que sem a esperança de que algo vá mudar. A ideia é tentar mais uma vez com a consciência de que vai quebrar a cara. Passar um batonzão vermelho, se olhar no espelho e falar: "Vou ali me estrepar". E voltar arrasada. Mas com aquela raiva (de si mesma) que dá combustível para finalmente encontrar o rumo.

Pode parecer sádico, mas fazendo o errado a gente se resolve melhor do que não fazendo nada. Sofre tudo para depois abrir espaço para as alegrias - e não fica presa à vida morna, ao mais ou menos. Não sei vocês, mas eu prefiro - em qualquer aspecto da vida - um não cruelmente sincero ao consolo de um "talvez" infinito."

Esse texto é da editora de comportamento da revista "Gloss", Sílvia Amélia.


#psicologathaislopes

Postado há 6th January 2017 por Thais Lopes

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PSICÓLOGA THAIS LOPES // CRP 06/111233

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