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Como você está canalizando sua agressividade?

Diferentemente do que podemos imaginar, a agressividade não é algo necessariamente ruim. Um certo impulso agressivo está presente em todos os seres humanos e é necessário para a auto conservação da espécie. É algo natural e está presente desde a infância. É esse impulso que nos faz ir atrás dos nossos objetivos, é ele que nos dá determinação e coragem para enfrentar os desafios que aparecem em nossas vidas. Até Madre Tereza de Calcutá precisou usar sua agressividade para enfrentar os obstáculos que surgiram em seu caminho de ajudar aos mais necessitados. Ou quando um pai se irrita com o filho que tirou notas baixas na escola, é esse sentimento que o fará exigir melhora no desenvolvimento escolar. O grande cuidado é para onde essa agressividade é canalizada, pois da mesma forma que pode ser um impulsor para as grandes realizações, também pode gerar intrigas e até mesmo violência e comportamento antissocial.

Winnicott (2005) vê a agressão como algo inato e que coexiste com o amor. Segundo o autor, todo ser humano tem em seu âmago o bem, o mal, o amor e o ódio. Tais sentimentos, para ele, envolvem agressividade, todavia, diz que a agressão pode ser um sintoma de medo. Destaca que um bebê carrega todos esses sentimentos e os experimenta com plena intensidade humana, da mesma forma que um adulto. Uma problemática que ele aponta é que não é fácil identificar a agressividade, uma vez que esse sentimento, dentre todas as tendências humanas, aparece escondido, disfarçado, desviado, além de ser atribuído a agentes externos, o que dificulta a identificação de suas origens. Para Winnicott, a agressão tem dois significados. Um deles é a reação à frustração, seja direta ou indireta. O segundo é que a agressão é uma das muitas fontes de energia de um indivíduo. De acordo com o autor, todas as pessoas, seja qual for seu sexo, idade, raça, cor da pele, credo ou posição social, todas elas apresentam certas características que fazem parte da natureza humana. Pode variar a aparência, mas como diz o autor, “existem denominadores comuns nos problemas humanos” (p. 103). Exemplifica que duas crianças com o mesmo problema podem ter comportamentos diferenciados, sendo que uma pode apresentar tendências agressivas, enquanto a outra muito raramente demonstrará qualquer impulso agressivo. A justificativa do autor é que, apesar dos mesmos problemas, cada criança aprendeu a lidar com sua agressividade de maneiras distintas. A agressividade pode se manifestar abertamente, mas de uma forma oposta em diferentes indivíduos, ao passo que uma criança apresenta facilmente sua agressividade, outra a mantém dentro de si (WINNICOTT, 2005). WINNICOTT diz que uma das grandes dificuldades do ser humano é este conseguir ser capaz de tolerar tudo o que encontra em sua realidade interior. Afirma que um dos importantes objetivos da humanidade está em estabelecer relações harmoniosas entre as realidades pessoais internas e as realidades exteriores. E você, como está canalizando a sua agressividade?

#agressividade #psicologathaislopes

Postado há 26th October 2015 por Thais Lopes

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PSICÓLOGA THAIS LOPES // CRP 06/111233

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